ETOM DA CMI

Uso de touros Senepol registrados eleva índices de produção do rebanho

          O número de animais da raça Senepol com Registro Genealógico Definitivo (RGD) vem crescendo nos últimos anos e a expectativa é de que, em 2017, fique em torno de 30% acima de 2016, mesmo em um ano de turbulências econômicas no País. Essa oferta maior no mercado de touros registrados beneficia diretamente as fazendas que trabalham com pecuária comercial (cria, recria e engorda). Como o Senepol apresenta maior velocidade de ganho de peso, melhor acabamento de carcaça e menor tempo de abate, os produtores têm utilizado cada vez mais touros registrados da raça em cruzamentos industriais com vacas zebuínas.
          A ABCB Senepol alerta que, na hora da compra, o pecuarista precisa exigir o certificado de origem do animal, ou seja, o RGD, para garantir que está realmente adquirindo um touro melhorador. “Somente o Registro Genealógico Oficial, emitido pela ABCB Senepol, garante a procedência e a qualidade genética do animal, pois apenas os exemplares que estão dentro do padrão racial são registrados pelos técnicos da associação. Por isso, o RGD é considerado a pedra angular no processo de melhoramento genético de qualquer raça bovina e vem permitindo a formação de rebanhos puros de alto valor genético”, esclarece Celso Menezes, Superintendente Técnico da ABCB Senepol, associação credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a execução do Serviço de Registro Genealógico da raça no Brasil.
          Neste ano, a entidade lançou o Programa de Melhoramento Genético do Senepol (PMGS) e definiu o Registro Genealógico como o primeiro de quatro pilares de funcionamento. Os demais são avaliações genéticas, provas zootécnicas e seleção genômica. O objetivo é aumentar de forma sustentável a produtividade e a competitividade da raça na pecuária nacional. Apesar de o Senepol ter apenas 17 anos de seleção no Brasil, os rebanhos puros vêm aumentando justamente por causa dos bons resultados alcançados com o uso de touros registrados em cruzamentos industriais. “Na maioria dos casos, a experiência com a raça começa com a aquisição de apenas alguns touros para testar se vai ser melhor que outros cruzamentos já realizados na fazenda.
Mas, logo que nascem os primeiros bezerros Senepol, o produtor percebe a homogeneidade que a raça imprime aos produtos e passa a investir de forma definitiva no Senepol”, fala o técnico da associação, Bruno José de Moraes Mazzaro.
          Aliado a isso, há um alto grau de heterose, garantindo 30% a mais de ganhos econômicos em comparação a outros cruzamentos. O pecuarista consegue disponibilizar ao mercado produtos mais pesados e com melhor acabamento de carcaça. “Os animais meio-sangue são abatidos entre 18 e 20 meses, pesando 17 arrobas, com um manejo a pasto e boa suplementação. Outros cruzamentos só vão atingir esse peso seis meses depois. Esse menor tempo de permanência no pasto reflete em menores custos de produção, além de acelerar os ganhos por produtividade, ou seja, a raça é um excelente negócio.”, assegura Mazzaro.
Para mais informações: (34) 3210 2324 ou (34) 9 9962 4357
Fonte: Revista Senepol
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