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CONFIRA AS PROJEÇÕES PARA O AGRONEGÓCIO DE 2016/17 A 2026/27

O trabalho de Projeções tem por objetivo indicar possíveis direções do crescimento da agropecuária e fornecer subsídios aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências de produtos do agronegócio. Através de seus resultados busca-se, também, atender a um grande número de usuários de diversos setores para os quais as informações ora divulgadas são de enorme importância.

O trabalho foi realizado por um grupo de técnicos do Ministério da Agricultura e da Embrapa. Beneficiou-se, também, de valiosa contribuição de pessoas/instituições que analisaram os resultados preliminares e informaram seus comentários, pontos de vista e ideias sobre os resultados das projeções.

Soja 2016

Produção de Soja – Fazenda CMI

VISÃO:
A produção de grãos deverá passar de 232,0 milhões de toneladas em 2016/2017 para 288,2 milhões de toneladas em 2026/27. Isso indica um acréscimo de 56,0 milhões de toneladas à produção atual do Brasil. Em valores relativos, representa um acréscimo de 24,2.

A produção de carnes (bovina, suína e aves) entre 2016/17 e 2026/27, deverá aumentar em 7,5 milhões de toneladas. Representa um acréscimo de 28,0% em relação à produção de carnes de 2016/2017. As carnes de frango e suína, são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos anos: frango, 33,4% e suína, 28,6%. A produção de carne bovina deve crescer 20,5% entre o ano base e o final das projeções.

CLIQUE AQUI e baixe o trabalho completo “PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO – Brasil 2016/17 a 2026/27″ 

 

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SENEPOL PAGA ÁGIO AO PRODUTOR, DIZ PESQUISA DA SCOT CONSULTORIA

Pesquisa inédita realizada pela Scot Consultoria em 20 estados brasileiros comprovou que a indústria frigorífica vem pagando espontaneamente ágio para pecuaristas que trabalham com a raça Senepol. O levantamento ocorreu entre os meses de agosto e outubro de 2017 e envolveu 304 produtores rurais dos segmentos de cria, recria, engorda e ciclo completo. Dos entrevistados que opinaram sobre o pagamento de ágio, 73,2% confirmaram receber a bonificação. Os maiores ágios foram verificados nas vendas de novilhas (média de 23%), boi magro (18%) e bezerro (17,1%). “O resultado comprova que a raça tem boa aceitação no mercado. A indústria está pagando de forma espontânea ágio pelo meio-sangue Senepol, mesmo sem a existência de um programa oficial de bonificação nos frigoríficos.”, destaca o diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres.

Como os confinamentos devem continuar investindo em animais cruzados em 2018, elevando a procura por boi magro, Torres acredita que o Senepol tem condições de atender bem a esse mercado em decorrência dos índices zootécnicos apontados pelos entrevistados como grandes diferenciais da raça. Um exemplo é o maior ganho de peso dos bezerros Senepol. “Os animais meio-sangue Senepol chegam a engordar quase uma arroba por mês durante a fase de cria e, na hora da venda, o produtor obtém uma diferença de peso de mais de uma arroba por animal em comparação a outras raças.”, explica. Segundo a pesquisa, entre as fêmeas Senepol, a média de peso a desmama foi de 229,2 kg contra 207,3 de outras raças. A média de peso a desmama registrada para os machos meio-sangue foi de 244 kg contra a média de 224,3 kg de outras raças.

A Scot Consultoria ainda detectou uma redução de ciclo de abate nos sistemas que utilizam meio-sangue Senepol. As fêmeas atingem peso de abate quase seis meses antes das de outras raças. Entre os machos meio-sangue Senepol, a idade média ao abate é quase cinco meses menor. “É uma raça jovem, com apenas 17 anos de seleção no Brasil, mas precoce e que vem conseguindo atender as exigências modernas de mercado em relação à sustentabilidade, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. E isso não é um achismo dos produtores. Com a pesquisa, a raça passa a ter um dado científico importante que norteará com segurança futuras decisões da ABCB Senepol.”, revela o diretor da Scot Consultoria.

Segundo ele, o resultado será fundamental, por exemplo, para o desenvolvimento de projetos de certificação da carne Senepol junto à indústria frigorífica que sejam capazes de atender tanto nichos específicos, como o de carnes nobres, quanto o mercado em geral. “Nos grandes centros urbanos, a maior parte da população, até mesmo as crianças, almoçam fora de casa, gerando uma demanda maior por carne bovina. O desafio do Senepol será consolidar sua marca nesses dois mercados, trabalhando não apenas os cortes nobres, mas a carcaça como um todo.”, diz Torres.

De acordo com o presidente da ABCB Senepol, Pedro Crosara Gustin, a pesquisa será utilizada em vários projetos dentro do Programa de Melhoramento Genético do Senepol (PMGS). “Ficou comprovado que o Senepol realmente agrega valor aos produtos de cruzamento. Tanto é que 93,2% dos entrevistados que responderam a pesquisa disseram ter a intenção de continuar utilizando animais Senepol puros ou cruzados em seus sistemas de produção.”, garante Gustin.

A pesquisa apontou ainda que as raças mais utilizadas em cruzamentos com Senepol foram, respectivamente, Nelore e Angus. O Senepol também tem sido bastante utilizado em Tri-cross, especialmente em cima das bases F-1 Nelore x Angus. Outros indicadores zootécnicos relevantes relatados pelos entrevistados foram precocidade e docilidade.

FONTE: ABCB SENEPOL